Bico do Pinguim

Olá a todos…

Recentemente li uma matéria muito interessante, cujo foco eram as empresas que apostaram no Sistema Operacional GNU/Linux para atender as necessidades de alguns serviços (servidores), mas que após alguns meses voltaram para ambiente proprietário.

Nas reuniões em que eu participo (geralmente corporativas), costumo utilizar o ditado “Não estamos aqui para quebrar o bico do Pinguim”. Mas o que eu quero dizer com isso ?

Não quebrar o bico do pinguim consiste em não somente fazer uma proposta comercial e mandá-la via email, sem ao menos conhecer o ambiente de rede do cliente. Na maioria das vezes, esse tipo de procedimento ocasiona a quebra do bico do pinguim, ou seja, acaba resultando em implantações mal sucedidas, fazendo com que o cliente opte por retornar à solução Windows.

Entender o ambiente corporativo onde serão empregadas as soluções com Software Livre é primordial para uma boa implementação. Por exemplo:

Uma implementação de servidor para estações “burras”, ou seja, estações simples (de baixa capacidade) trabalhando diretamente no servidor (memória, processamento e disco) exige com certeza uma consultoria inicial antes de se colocar a mão na massa, exatamente para que não quebremos o bico do pinguim.

Essa consultoria resume-se em conhecer o parque das estações, os aplicativos que serão utilizados pelos usuários, quais são os softwares proprietários e que precisariam funcionar em ambiente Linux (pois, em alguns casos, é possível fazê-los funcionar com emuladores) e, por fim, fazer uma homologação para saber se as estações baseadas em Software Livre atendem as reais necessidades do ambiente.

Um outro fator importante para um projeto como esse é saber definir de forma correta e com propriedade qual seria o servidor ideal : memória, processador, disco e etc, ou seja, dimensionar de forma correta o hardware necessário para o projeto.

Então pessoal, lembrem-se : para não sair quebrando o bico do pinguim e de certa forma acabando (para algumas empresas) com a confiança que o Sistema Operacional GNU/Linux ganhou nos seus primeiros 16 anos de vida, é necessário tomar muito mais cuidados do que meramente redigir uma proposta.

Um abraço,

Jardel F. da Costa

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