Certificações Linux : selo de qualidade

Não é de hoje que o mercado de TI vem cobrando as famosas certificações. Mas será que isso também vale para o mercado de TI consumidor de software livre/código aberto ? Claro que sim !
As empresas estão buscando cada vez mais profissionais que se destacam no mercado de trabalho e existem, em minha opinião, duas maneiras de se comprovar o conhecimento de um profissional : através de um processo seletivo envolvendo a avaliação dos conhecimentos do candidata na prática, algo que pode ser bastante oneroso para as empresas que buscam por profissionais, ou através da apresentação, por parte dos candidatos, de certificados que comprovem sua experiência, o que, em algumas situações já pode demonstrar o nível do profissional.

É sabido que existem atualmente certificações para todos as subáreas de TI mas o que poucas pessoas  sabem é que existem certificações específicas para o pinguim. E essas certificações vêm ganhando mercado de forma assustadora, uma vez que as empresas consumidoras de TI já utilizam software livre/código aberto em diversos níveis e precisam de profissionais com experiência comprovada para auxiliá-los a entender e tirar proveito dessa nova realidade.
Outro dia mesmo me deparei com uma empresa realizando certificações voltadas a GNU/Linux em um evento de TI genérico, o que comprova que isso não é mais algo pouco difundido. Mas como saber quais são as certificações  relacionados a software livre/código aberto e, mais especificamente, a GNU/Linux, mais importantes e reconhecidas no mercado atualmente ?

Empresas como a Conectiva (atualmente Mandriva) tinham sua prórpria certificação. Por volta de 1998, essa certificação foi muito procurada por profissionais brasileiros, dada a grande popularidade da distribuição de mesmo nome comercializada pela Conectiva na época. No site da Conectiva era possível inclusive consultar os profissionais certificados em cada estado brasileiro e eu achava isso muito interessante na época.

Me recordo como se fosse hoje que, por uma quantia que hoje seria equivalente a em torno de R$ 90,00 era possível, através de um centro de aplicação de testes autorizado pela Conectiva, realizar a prova de ceritifcação, a qual continha algo entre 60 e 80 questões.

Porém, hoje em dia, as coisas são bem diferentes. Existem basicamente duas certificações que se destacam no mundo do pinguim : uma mais genérica e bastante divulgada, a certificação LPI, e outra criada e voltada especificamente para uma única distribuição, a certificação da empresa americana RedHat, que produz a distribuição GNU/Linux de mesmo nome, uma das distribuições mais usadas e respeitadas no ambiente corporativo.
A certificação LPI é uma certificação almejada pelos profissionais GNU/Linux por se tratar de uma certificação que avalia o conhecimento relacionado a GNU/Linux de uma forma genérica, sem focar em nenhuma distribuição específica. A LPI é dividida basicamente em 3 etapas :

  • Certificação LPIC - 1 (Nível 1) - Administrador Linux nível júnior
  • Certificação LPIC - 2 (Nível II) - Administrador Linux nível pleno
  • Certificação LPIC - 3 (Nível III) - Administrador Linux nível sênior.

A validade da certificação LPI é de 5 (cinco) anos. O profissional deve obrigatoriamente renovar sua certificação ao término dos 5 anos ou, opcionalmente, conseguir uma certificação de nível superior caso queira manter o status de profissional certificado.A certificação RedHat é uma das mais importantes do mundo GNU/Linux e uma das que exigem o maior investimento por parte do profissional que a almeja. Atualmente já é possível obtê-la aqui no Brasil mas até há algum tempo atrás só era possível conseguí-la indo até os EUA para realizar as provas, o que acaba excluíndo muitos possíveis candidatos.

Na verdade, existem duas certificações oferecidas pela Red Hat : a RHCT (Red Hat Certified Technician) e a RHCE (Red Hat Certified Enginiering). O exame para a certificação RHCE é composta por três etapas : uma etapa de troubleshooting/resolução de problemas, na qual uma máquina é iniciada com diversos problemas e o candidato  deve corrigí-los sem ter a possibilidade de reinstalar o sistema operacional, uma etapa com diversas questões em formato de teste e a outra etapa que consiste na configuração de servidores reais simulando necessidades reais do dia-a-dia de uma empresa usuária de GNU/Linux.

O mais interessante em minha opinião é a forma de avaliação de cada uma das etapas. A RedHat possui um sistema, geralmente sendo executado no servidor do instrutor/examinador, que avalia todas as respostas as questões e também consegue verificar a segunda e terceira etapas apenas com um click de mouse, informando ao final qual foi a nota obtida pelo candidato.

É hora de começar a pensar sobre certificação e decidir qual lhe agrada mais (LPI ou Red Hat), pois as empresas estão buscando um “selo de qualidade” e, como o mercado de trabalho está cada vez mais exigente e competitivo, com certeza, ter uma certificação, ou até mesmo mais de uma delas, é um diferencial importante em  processo seletivo para ingresso no nesse mercado ou mesmo para obtenção de uma melhor posição profissional.

One Response to “Certificações Linux : selo de qualidade”

  1. Linux Code and More » Blog Archive » Certificações Linux, selo de qualidade !!! Says:

    […] Ubuntu, carnet d’un débutant wrote an interesting post today onHere’s a quick excerpt … as certificações Linux mais importantes e reconhecidas no mercado e quais são… … el 1) - Administrador Linux nível júnior, Certificação LPIC - 2 (Nív… … el II) - Administrador Linux nível pleno e Certificação LPIC - 3 (Nív… … el III) - Administrador Linux nível sênior…. […]

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