Linux no Desktop - por outro prisma

Tenho visto alguns posts por aí tratando deste assunto, sempre voltado ao Desktop do usuário final, aquele que tem a intenção de instalar o Linux, seja lá qual for a distribuição escolhida, em seu computador de uso pessoal.

Primeiro, eu li um que mostrava que dificilmente o Linux conseguiria se consolidar expressivamente entre os desktops, por uma série de motivos, como a excessiva quantidade de distribuições, a necessidade de um conhecimento técnico maior do que apenas o arrastar do mouse, entre outros tantos válidos e merecedores de atenção.

Porém, de uns tempos pra cá, venho notando um movimento diferente em relação à essa questão, grandes empresas investindo, grandes ícones comentando sobre o assunto, um post de Nicholas Petreley de 05/11/07, mostra de forma clara alguns motivos pelos quais hoje é possível sim que o Linux abocanhe de forma expressiva o mercado de Desktops.

Mas o intuito principal deste post é abrir um novo prisma para essa mesma discussão, baseado na experiências com algumas implementações corporativas de Linux no Desktop, inclusive gerando e fomentando novos olhares.

Obtivemos muito sucesso implementando Desktops Linux, quando a diretriz do departamento de TI exige um ambiente controlado de softwares, tendo um padrão de ferramentas disponíveis aos usuários, e oferecendo treinamento para a adaptação dos usuários às ferramentas Linux. Justamente a necessidade de conhecimento técnico mais avançado, diminui a ocorrência de incidentes onde o usuário instala programas inadvertidamente que acabam influenciando na estabilidade do sistema. Existe também a necessidade de a aplicação corporativa principal trabalhar em base Linux, quer seja nativamente, quer seja através do Wine ou de protocolos em modo texto.

Já em casos onde existe a necessidade e a permissão da empresa para a utilização de aplicações específicas ou que não tenham concorrentes livres, aí sim mantêm-se a utilização de estação com outro sistema operacional.

Como um dos grandes objetivos das empresas que optam por este tipo de solução é a redução dos custos de licenciamento de softwares, mesmo implementando a solução híbrida de sistemas operacionais, o objetivo é plenamente alcançado.

Concluindo, o nível de sucesso deste tipo de implementação está diretamente ligado à diretriz do projeto, ao pleno atendimento das necessidades dos usuários com soluções livres e ao quão permissiva é a empresa às exigências dos usuários finais.

Lembrando, isto é uma visão particular do assunto, baseado em casos onde nos deparamos com a aplicação de Linux nas estações de trabalho.

4 Responses to “Linux no Desktop - por outro prisma”

  1. Sincero Zeferino Filho (Oheremita) Says:

    Quando surgiu o Windows, me lembro bem das desculpas, é esquisito…, esse tal de mouse… não tem aplicativos pra nada… e muitas outras, entretanto, hoje não querem deixá-lo por nada nesse mundo.

    Trabalho numa industria em uma função exercida no chão de fábrica, por isso mesmo não uso o computador no meu trabalho, mas na vida pessoal, a coisa é diferente. Faço fluxo de caixa pessoal, me comunico pela internet, escrevo muitos artigos, poemas e tantos outros textos. Em 2001 instalei o Conectiva Linux 7.0 em minha máquina e desde então não tive necessidade de nenhum contato com Windows.

    Portanto, vejo o Linux no desktop como uma questão de tempo, e uma ida sem volta, os softwares sempre foram livres e não tarda voltarem a ser.

  2. regis Says:

    Me lembro ainda que existia uma dificuldade enorme de alguns usuários em assimilar o funcionamento e o movimento do mouse, hehehhe.
    Acredito que essa questão de tempo está vinculada ao aumento da atenção dos desenvolvedores voltada a produzir softwares cada vez mais interativos e acessíveis, possibilitando cada vez mais aos usuários comuns, o acesso ao Linux.
    Eu também sou do tempo do MS-DOS e vivi baseando meus computadores no Windows, e agora que tenho Linux, não só larguei mão de ferramentas Windows como virei entusiasta desta plataforma absolutamente estável e versátil, porém, que ainda exige um conhecimento maior por parte do usuário para uma administração mais “confortável”.
    Obrigado pelo comment.

  3. Emilio Calil Says:

    Salve Jardel!

    Parabéns pelo blog e pelos textos. Estão ótimos! Sucesso para vocês!

    Grande abraço,

    Emílio

  4. Pedro Amaral Bandeira Says:

    Muito interessante o artigo. Gosto dessa visão crítica que você tem, realmente o sucesso da implantação de desktops GNU/Linux depende muito do projeto, politicas da empresa, usuários e aplicações que serão utilizadas.

    Parabens pelo post.

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